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Aventuras de um português na Alemanha

Meia dúzia de anos depois...

Por cá estou, é verdade... 6 anos após de ter chegado à Alemanha, precisamente no dia 11 de Janeiro de 2007.

Recordo-me das primeiras impressões, onde tudo era diferente: os espaços, as pessoas, as vozes, as luzes... Durante os anos fui-me no entanto habituando e integrando nesta cultura que, embora igualmente Europeia, é na realidade bem diferente da Portuguesa. Não é melhor ou pior, é diferente, e com o tempo fui-me habituando a respeitá-la e entender a forma de as pessoas aqui verem e viverem a vida. Estou bem aqui, mas também porque estou com um pé em Portugal, voando muitas vezes para o  Porto para estar com a minha família e os amigos (Salvé Ryanair!).

Acho que após este tempo encontrei um bom balanço: trabalho num país onde gosto, e tenho facilidade de estar muitas vezes durante o ano com aqueles que adoro em Portugal. Sem esse balanço, acredito que já cá não estaria, simplesmente porque não consigo viver sem o carinho da família, sem o sol, sem o mar...

Todos os anos relembro o dia que cheguei a Darmstadt neste blog. A incerteza que tive em alguns anos sobre o que me esperava no ano seguinte, deu lugar neste preciso momento a um grande impulso que me vai permitir continuar a trabalhar no projeto que me tem ocupado nos últimos 3 anos: a LatitudeN. Se algumas vezes duvidei se o que estava a fazer era o correto, agora sei que tudo valeu apena, porque há mais gente a acreditar naquilo que eu vejo como o futuro. Estou muito satisfeito por poder dizer "Não me arrependo das decisões que tomei": sair do país, arriscar, viver no limite.

2013 parece ganho... quanto ao futuro... seja o que acontecer. Sejemos sim felizes naquilo que temos e fazemos. Eu neste momento sou.

Até já...

Acabou o meu estágio no INOV Contacto. Desde 1 de Novembro iniciei uma nova fase na minha vida. Mais uma, agora com um contrato com a mesma empresa onde fiz o estágio.

Foram 9 meses de novas aventuras, 5 anos e meio depois da minha outra experiência no estrangeiro a estudar na Polónia. As experiências foram diferentes, agora mais amadurecido e com outras expectactivas. E também responsabilidades. Valeu a pena. Obrigado ao ICEP pela oportunidade.

Agradeço as mais de 3400 visitas ao meu blog, coisa que nunca pensei ser possível em apenas 9 meses. Não sei se irei dar continuidade a este blog. As circunstâncias agora já não são totalmente as mesmas. A ver vamos...

 

OBRIGADO a todos

 

Geração INOV Contacto

Últimos cartuchos do Contacto, tempo para refletir. E tenho vontade de falar um bocado do programa no qual participei. Não do conteúdo em si (que mereceria vários posts), mas sim dos contacteantes. Daqueles a que chamam "nata da nata". Pois é, mas a minha sincera opinião é que isso não corresponde á verdade.

Contra mim posso estar também a falar (mas acredito que não é o caso). Mas se é verdade que há alguns  exemplos de contacteantes que realmente contribuiram de forma positiva para a prossecussão dos objectivos do programa (representar o país no seu melhor, empreendedorismo, etc...), a verdade é que sobra uma larga franja que apenas usa o programa para seu único e exclusivo interesse pessoal.

Refiro-me por exemplo aos participantes no famoso "yahoo groups", ao qual finalmente hoje deixei de fazer parte. Pessoas que não estão minimamente interessadas em desenvolver algo que contribua para o sucesso e empreendedorismo do país, mas que pura e simplesmente se aproveita da rede para fins pessoais: vender casas, casas dos amigos, dos amigos dos amigos, divulgar festas, etc... O último que me fez finalmente sair da lista (obrigado...) foi um contacteante a vender um IPod. Alto.... afinal o contacto ainda serve para alguma coisa... talvez criar o Contacto Ebay... grande ideia... tudo que a famosa rede, nata da nata da nação conseguiu produzir até hoje, foi isto.... E eu faço parte do contacto, e sou parte do problema, Mas gostava também de ser parte da solução.

 

E se calhar são esses mesmos que estão sempre a criticar o programa e a falar mal do que existe. Mas soluções, tá quieto.... 

 

É verdade que há que separar o trigo do joio, mas a realidade é que às vezes "a má moeda acaba por expulsar a boa moeda". Acredito e espero que a verdadeira nata não apanhe o bolor da restante.

 

6 meses em terras alemãs

Faz exactamente hoje 6 meses que cheguei a Darmstadt. Dia frio de Janeiro, não tanto como deveria ser para a época, mas mesmo assim a mostrar que o Inverno aqui é bem mais frio do que o de Portugal.

6 meses merecem um pequeno balanço. Balanço este positivo. Nova cultura, nova língua, novas amizades, um ambiente acolhedor em que quase me sinto em casa.

Algumas saudades da família e dos amigos em Portugal, mas estas conseguiram ser de alguma forma suprimidas com algumas idas ao Porto em trabalho (coincidência, não?).

O estágio corre bem, embora com altos e baixos em termos de trabalho. Mas a empresa é agradável, estou na área que gosto, e há perspectivas de algo mais no futuro.

Durante estes 6 meses tive oportunidade de viajar bastante, a recordar os meus velhos tempos de Erasmus na Polónia. Por falar em Polónia, este será dos próximos destinos a programar. Entretanto, ficaram para trás Bona, Colónia, Mainz, Munique, Marburgo, Antwérpia, Bruxelas, Genebra, Berna, Zurich, Interlagos, Freiburgo, Basileia, Estrasburgo, Porto e Frankfurt (claro) (e muitas outras cidades mais pequenas, no entanto com os seus encantos também). E muitas ainda aí vêm. Roma, Londres, Luxemburgo, Madrid, e claro Lodz, na Polónia.

Faltam 3 meses para o fim do estágio. E nessa altura acredito ter boas notícias a acrescentar aqui.

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