Quinta-feira, 5 de Novembro de 2015

Ich hätte gerne einen... galão!

galao-300x277.jpgO galão está a invadir a Alemanha, literalmente. Por inacreditável que pareça, o típico café com leite servido em copo longo de vidro tem vindo a ganhar fama por estes lados, principalmente nos últimos 6 meses, pelo menos em Frankfurt. Se até há bem pouco tempo apenas os termos italianos eram encontrados nos cafés alemães, o interesse pelo galão tem aumentado tal forma que já é destaque Gourmet em muitos cafés alemães. Não estamos a falar de cafés "tugas". Alguns colegas alemães chegam a perguntar-me o que é que o galão tem, mas eles parece gostarem. Cappucino, Latte Machiatto, e agora... Galão, com a descrição "portugiesischer Kaffee mit Milch". O made in Portugal está lá, e já não é o primeiro que vem ter comigo cheio de orgulho a dizer... Hoje bebi um "galau" (como eles pronunciam), com um sorriso nos lábios.

Espero que este sucesso não seja mais uma vez estragado por chicos espertos que inventem galão em chávena, ou galão em copo xpto... Galão é servido em copo do mais banal, e assim deve manter-se. E espero também que não digam que o galão foi inventado em Lisboa, tal como se tentaram apropriar do pastel de nata.

Mas os alemães estão rendidos a esta bebida tipicamente portuguesa! Já que somos nada economicamente, pelo menos que nos valha a cultura. :)

sinto-me:
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2015

Porque paguei eu para votar no dia 4?

Após refletir bastante, decidi ir a Portugal votar dia 4 de Outubro. 400 Euros foi o preço do meu voto, "patrocinado" a peso de ouro pela Lufthansa. A minha consciência diz-me que o devo fazer, enquanto cidadão atento e revoltado com a incompetência dos políticos em geral.

Tal como muitos outros Portugueses, fui forçado a sair do país e procurar melhores condições noutro país. Portugal não me conseguia oferecer qualquer futuro para quem tem ambição na vida. Até aqui é uma história como de muitos outros milhares de Portugueses. Mas se disser que mudei para a Alemanha em... 2007, então temos de contar uma nova história, pois a minha decisão veio bem antes da crise. Na verdade, eu tinha um emprego em Portugal, numa das maiores empresas portuguesas. Tinha posição de grande responsabilidade, o trabalho era mais que muito. Não tinha no entanto algo importante: perspetiva profissional, e reconhecimento do meu trabalho. Algo importante para mim.

Ao contrário do que muitos pensam, a crise não apareceu apenas há 4 anos. As deficiências estruturais do País, com um setor produtivo quase inexistente, maus gestores e muita falta de culto da meritocracia, são alguns dos fatores que nos últimos 20 anos nos levaram ao declínio. O país viveu durante muitos anos acima das suas possibilidades, muito assente no consumo... um modelo totalmente insustentável. Um mercado de trabalho inundado de licenciados que não tinham empresas para os absorver, entre muitos outros problemas estruturais, era uma bomba relógio pronta a explodir.

Após a intervenção da Troika, Portugal tem devagarinho caminhado no sentido correto. O País, se quer ser competitivo, tem de reforçar em primeiro lugar o setor empresarial, de forma a criar produção e produtos de valor acrescentado. Isso vai criar naturalmente condições para criar empregos com salários bons, sem colocar em causa a competividade das empresas. Depois disso sim, o consumo pode crescer de forma sustentável, sem significar obrigatóriamente um aumento exponencial das importações.

O que o PS promete nesta campanha é exatamente voltarmos ao modelo dos últimos 20 anos. Assentar a economia no consumo irá inevitavelmente aumentar as importações, pois as nossas empresas não produzem os bens que estão associados a essa procura (iphones, carros, eletrodomésticos, etc...). Medidas como reduzir o IVA da restauração (como se o setor fosse mais que muitos outros), ou outras como eliminar portagens em algumas scuts (estou a ter um deja vu de PPPs), é estratégia errada, muito errada. É querer começar a construir a casa pelo telhado, para no curto prazo parecer bonito aos olhos de todos. Mas mais tarde ou mais cedo, a casa volta a cair.

Assim, prefiro o caminho de construir a casa corretamente, a começar pelas fundações, depois as paredes, e daqui a uns anos sim, poderemos aspirar a ter um telhado e uma casa bonita.

Não achando nennhum político especialmente carismático, escolho aquele que acho que é o que pode voltar a dar-me vontade de regressar um dia a Portugal. Dia 4 voto abertamente em Passos Coelho. Não poderia jamais votar em António Costa, que foi um traídor perante o seu antecessor, que não tem conhecimento dos dossiers, que promete muito, e que tem tiques de centralismo (ter sido presidente da capital só traz más companhias). Querer repetir receitas falhadas só pode ser de "burro" (sem querer ofender o senhor). E normalmente barrigas grandes signifca muito comer e pouco trabalho :P

O meu voto vale 400 euros, assim me disse a Lufthansa. Votar é um dever cívico, um exercício que nos obriga a todos a refletir, sem tabus. Há muito que não tinhamos umas eleições em que realmente se falou em progamas em concreto. E ao decidir, temos de pensar naquele que achamos que em 5 a 10 anos poderá trazer o país ao de cimo outra vez. E de todos, o da coligação é na minha humilde opinião o mais consistente. Ao longo dos últimos 4 anos (de forma geral), tem feito um bom trabalho. Podia ser melhor? Sim, podia. Mas a alternativa em Portugal não existe. O António Costa é na minha opinião um produto de marketing político e de suporte dos media instalados em Lisboa.

Resta-nos esperar por dia 4... Lá nos veremos!

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publicado por bruno@deutschland às 21:27
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Terça-feira, 24 de Março de 2015

Para onde caminha o jornalismo?

Embora ainda seja novo, lembro-me do tempo em que os jornalistas correspondentes falavam in-loco dos assuntos quentes do momento. Quem não se recorda do famoso "Carlos Fino, RTP, Moscovo!" ou da cobertura em Bagdad da primeira guerra do Iraque pelo José Rodrigues dos Santos. Quem não se lembra dos comentários em geopolítica do Nuno Rogeiro ou dos comentários de metereologia do Antímio de Azevedo.

Falo disto a propósito de um título esta semana no Jornal Público "Alemães admitem reparações de Guerra à Grécia e um casal até já pagou a sua". Embora o conteúdo do artirgo seja um bocado menos sensacionalista que o título, ambos continham imprecisões factuais abismais. Coisas que qualquer jornalista que passasse meio dia na Alemanha concluiria que era mentira o que se quis concluir do artigo.

É verdade que na Alemanha se discute este assunto, de forma séria, profunda, com argumentos pró e contra. Mas o mainstream aqui, isto é, a opinião da maioria dos cidadãos, dos analistas, é de que a Alemanha deve tanto à Grécia pela WWII como a Grécia deve à Alemanha por empréstimos não pagos no século XIX pelo rei da Baviera (na altura também rei na Grécia).

Tento ser um cidadão atento ao que se passa à sua volta. Tento seguir as notícias em Portugal, na Alemanha, na Europa, e no mundo. Mas a obtenção de informação credível, conteúdo jornalistico de qualidade tem vindo a ser cada vez mais dificil de encontrar. A geração do jornalismo de twitter, em que se substima o in-loco, em que se liga mais ao que se escreve nas redes sociais, sem questionar, do que à investigação jornalística, em que os fatos reais são menos importantes do que especulações, estão a describilizar o jormalismo de forma tão abrupta que poderá em breve levar à sua sub-alternização enquanto fonte de informação. Nas televisões, os politólogos (reais conhecedores das realidades especificas) são substituidos por pseudo-comentadores (Marcelo Rebelo de Sousa, Constança Cunha e Sá, Marques Mendes), que mais não fazem do que conversa de café, falando de tudo como se fossem oráculos, demonstrando às vezes grau de ignorância que os devia envergonhar. Em Portugal, atualmente, é muito pouco o bom jornalismo que se faz, tal foi a forma leviana como se usam as novas tecnologias para fazer jornalismo. O importante deixou de ir a fundo às questões, mas ser sensacionalista, superficial, sem falar dos porquês.

Quando se fala por exemplo de jornalismo económico (área em que estou mais dentro), as imprecisões são às vezes tão graves (já perdi conta às trocas dos jornalistas entre os termos pontos percentuais de percentagem, só para exemplificar, ou mil milhões com milhões) que me deixam pouca vontade para os voltar a ler.

Voltando ao artigo do Público... A superficialidade com que se abordou o assunto das reparações de guerra nesse artigo mostra que se calhar há que voltar a apostar por parte dos media nos correspondentes, e ter se calhar também melhores jornalistas. Questionar as suas fontes é fundamental. Generalizar que o fato de um casal alemão yuppie da Grécia que decidiu entregar dinheiro como a parte deles da dívida como representar o estado de espírito de uma nação inteira, é levar o jornalismo para o nível bem perto do lixo. O jornalismo vive atualmente numa fase em que pensa que se sabe tudo do mundo através das novas tecnologias, mas que não sai do escritório para questionar a realidade.

Podia falar também da forma amadora e sensacionalista como se tem analisado nos media o evoluir da crise Portuguesa ao longo dos últimos 5 anos. Mas não me apetece :) Valha-nos o Professor Medina Carreira para dizer algumas verdades sobre a realidade do país.

 

sinto-me:
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2014

Angela Merkel e os licenciados Portugueses

Esta semana muito se tem falado em Portugal das palavras da Chanceler Alemã sobre o pretenço excesso de licenciados no país (que surpresa...). Mas a questão que tem de se analisar é: que quis dizer ela com isso e porque o disse? Há 2 dimensões a ver: a primeira foi a mensagem que ela quis mandar para dentro (Alemanha), a outra um alerta para os países visados. Primeiro a mensagem interna... A Alemanha, neste ano letivo de 2014/2015, teve pela primeira vez mais alunos inscritos em Universidades do que em "Ausbildung", os chamados "cursos técnicos". Embora isso possa parecer positivo à primeira vista, na verdade não o é. Isto porque a indústria Alemã precisa exatamente desses técnicos, que cada vez mais trocam essa formação por cursos superiores (vêm como potencial de maior salário e com menos transpiração). Só como exemplo, em 2013 na Alemanha ficaram por ocupar 20.000 empregos técnicos, sim 20.000! Isto é, houve 20.000 posições que as empresas não conseguiram preencher porque simplesmente não havia pessoas qualificadas para os ocupar (não com canudo, falo em qualificadas naquilo que fazem!). Assim, a Merkel, ao dizer o que disse, foi em primeiro lugar um aviso ao país dela: estamos a criar demasiados diplomandos, quando a nossa economia precisa mas é de pessoas qualificadas técnicamente, i.e, com cursos técnicos especializados. A Merkel, estando num congresso de IT, quis alertar os agentes internos (estudantes, universidades, politécnicos para esse problema e alertá-los, usando para "assustar" o exemplo vergonhoso de Portugal e Espanha). Agora a mensagem dela para esses países: Não interessa aqui olhar (como foi analisado erradamente nos média nacional) para a percentagem de estudantes universitários comparativamente aos outros países. Não se pode comparar, simplesmente porque a estrutura dos empregos é diferente entre países. Todos sabemos (é de senso comum) que Portugal tem demasiados licenciados e em áreas sem qualquer perspectiva de emprego. Ao invés, temos de olhar mas é para que tipo de empregos o país pode oferecer. Não é a oferta que vai moldar a procura pelas empresas de empregos, mas sim o contrário. Se acham que a economia Portuguesa apenas oferece empregos menos qualificados, então primeiro há que mudar a indústria, e sim depois arranjar a mão de obra que se adeque aos mesmos. Pensar de outra forma é assobiar para o lado e fazer-se de cego. E o maior cego é aquele que não quer ver. Por fim, olhemos para quem em Portugal comentou: tivemos claro os Dignissimos reitores que, vergonhosamente, preferem defender o seu interesse pessoal, e disseram que ainda precisamos de mais licenciados (para quê, se não há empresas para os absorver), os políticos a confundirem pessoas qualificadas com pessoas licenciadas (um técnico pode ser bem mais qualificado do que um licenciado), e os pseudo-comentadores das TVs a falarem contra porque sim (são literalmente incendiáros com agenda própria). Concluindo: a Merkel tem toda a razão nas palavras que disse, e o recado é para a Alemanha, e para os países do sul. A Alemanha,tem os seus licenciados todos empregues, porque tem empresas que os absorvem, mas não encontra mão de obra dentro de portas para funções técnicas, porque simplesmente as novas gerações aqui pensam à tuga (vamos tirar curso onde podemos ter vida mais fácil. Isto porque a vida na realidade nunca lhes saiu do couro.. saiu do couro dos pais).

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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

Der Fall des Heiligen Geist

Normalmente Portugal costuma ser relativamente ignorado nos média alemães. Exceto algumas pequenas notícias, Portugal não é uma fonte interessante de notícias para os Germânicos. Somos para eles um povo simpático, boa comida, sol... e falido. No entanto, nem mesmo para falar de falência se referem muito a Portugal: falam sempre da Grécia, Espanha, Itália e numa segunda liga Irlanda e Portugal.

Foi assim durante os últimos anos com a crise na zona Euro. Uma notícia aqui e ali, mas pouco mais, normalmente apareciamos nas estatisticas.

No entanto, há um caso que mereceu grande destaque na imprensa Alemã (e não só): o escândalo BES. Numa primeira fase claro que o que despertou foram as consequências nos mercados internacionais da "nacionalização". Mas as notícias não pararam aí... Os média Alemães ficaram curiosos com a dimensão do tentáculo dos Espírito Santo. Um pouco como surpreendidos como é que um pequeno banco à escala Europeia tinha tantos interesses e influência no mundo, desde o Luxemburgo a Angola, Líbia e Dubai, Miami e Venezuela. Num jornal aqui havia um artigo interessante chamado "Der Fall des Heiligen Geist" - traduzindo "A queda do Espírito Santo", onde se falava do poder dos Espirito Santo e das desavensas familiares que levaram ao descalabro do banco.

Admito que eu há 3 meses se me perguntassem a ordem de falências em bancos portuugeses diria Banif, Montepio, BCP, BPI, e ficaria por aí. BES nunca... Mas uma coisa que não me surpreendeu foi o fato de que de "Espírito Santo" este grupo tinha pouco. Não tenho nenhuma "inside information", mas por tudo que lia desde há anos na comunicação social viamos que o GES estava sempre envolvido em coisas menos claras: da ESCOM há mais de 10 anos que se falava em tráfico de armas, de diamantes, etc... Do poder do Ricardo Espírito Santo e do seu poder tambem. Não sabia da história do DDT (Dono Disto Tudo), mas lembro-me de seguir na altura a OPA falhada da Sonae e de ouvir o Belmiro de Azevedo falar de coisas esquisitas que se passavam... BES, PT, Ongoing... tudo ligado.

Nunca tive conta no BES, e fico com pena da queda de um grupo Português com história e importância. A ganância de uns às vezes faz disto... Fico também triste por mais uma vez Portugal ser notícia internacional (WSJ, FT, etc etc) por más razões.

O positivo foi que desapareceu um tentáculo que de alguma forma minava a nossa economia. Se dava com uma mão (financiamento à economia), tirava com a outra e com os pés... corrupção, compadrio. E ao acabar, a sociedade fica mais livre de mais um polvo. Ainda ficam outros (sociedades de advogados, por exemplo), mas de mais um livrámo-nos (depois da queda do Jardim Gonçalves e agora da PT).

Uma coisa me intrigou no entanto: com este escândalo todo, porque é que a maioria dos políticos e comentadores evitam falar do nome Ricardo Espírito Santo? Será que têm medo dele? Será que têm rabos de palha? Porque pelo mesmo tipo de comportamento crucificaram, usaram e abusaram do antigo "big boss" do BPN. Batem todos os dias na CMVM e no Banco de Portugal, mas no ex-DDT nix, nadie, rien... E por incrivel que pareça, dos únicos que publicamente se distanciou foi o Primeiro Ministro. Alguma esperança que se calhar se pode liderar o país e combater lobies. Honra lhe seja feita pelo menos nisso.

Para terminar, uma nota... Será que seria possível manter no futuro o Novo Banco em mãos de Portugueses? É que me deixa triste uma após uma as empresas portuguesas deixarem de o ser. Porque o coração ainda manda, e se nao for este a a decidir, entao fica apenas a razão, e esta manda as empresas para onde os acionistas querem e são mais eficientes. Foi assim com a Cimpor, foi assim com o Totta, foi assim com a PT, e será assim com muitas outras. E sem empresas nacionais, não há economia Portuguesa que sobreviva e seja realmente competitiva internacionalmente.

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Domingo, 15 de Setembro de 2013

A imagem que escandaliza a Alemanha

Começo por apresentar o senhor da foto. Será ele algum comediante? Algum atrasado mental que está bem vestido? Nops.. Ele é Peer Steinbrück, líder do partido SPD (o PS aqui do sítio), segunda força polítical da Alemanha, e que está a disputar as eleições para Chanceler Alemão. 

 

Vamos à história: O desafio que lhe foi colocado parecia simples: a convite de uma revista, ele deveria demonstrar com expressões corporais as respostas que daria às questões colocadas. E qual terá sido a questão que levou Steinbrück a fazer esta imagem ridícula? Será que lhe perguntaram o que tem a dizer do regime Sírio? Será que era para perguntar o que acha do capitalismo desenfreado dos mercados? Não. O Sr. Steinbrück fez este dedo quando lhe perguntaram: "O que tem a dizer de todos aqueles que o têm criticado?". Genial, ele acaba de levantar o dedo a muitos Alemães, ao povo que ele pretende que o eleja. Escusado será dizer que as eleições, se já estavam difíceis para o lado do seu partido, acabaram de ser perdidas!

 

Por uns momentos fez-me lembrar outra personagem bem mais portuguesa. Será que os socialistas Europeus estão a ficar todos com a doença das vacas loucas?

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Sábado, 12 de Janeiro de 2013

Meia dúzia de anos depois...

Por cá estou, é verdade... 6 anos após de ter chegado à Alemanha, precisamente no dia 11 de Janeiro de 2007.

Recordo-me das primeiras impressões, onde tudo era diferente: os espaços, as pessoas, as vozes, as luzes... Durante os anos fui-me no entanto habituando e integrando nesta cultura que, embora igualmente Europeia, é na realidade bem diferente da Portuguesa. Não é melhor ou pior, é diferente, e com o tempo fui-me habituando a respeitá-la e entender a forma de as pessoas aqui verem e viverem a vida. Estou bem aqui, mas também porque estou com um pé em Portugal, voando muitas vezes para o  Porto para estar com a minha família e os amigos (Salvé Ryanair!).

Acho que após este tempo encontrei um bom balanço: trabalho num país onde gosto, e tenho facilidade de estar muitas vezes durante o ano com aqueles que adoro em Portugal. Sem esse balanço, acredito que já cá não estaria, simplesmente porque não consigo viver sem o carinho da família, sem o sol, sem o mar...

Todos os anos relembro o dia que cheguei a Darmstadt neste blog. A incerteza que tive em alguns anos sobre o que me esperava no ano seguinte, deu lugar neste preciso momento a um grande impulso que me vai permitir continuar a trabalhar no projeto que me tem ocupado nos últimos 3 anos: a LatitudeN. Se algumas vezes duvidei se o que estava a fazer era o correto, agora sei que tudo valeu apena, porque há mais gente a acreditar naquilo que eu vejo como o futuro. Estou muito satisfeito por poder dizer "Não me arrependo das decisões que tomei": sair do país, arriscar, viver no limite.

2013 parece ganho... quanto ao futuro... seja o que acontecer. Sejemos sim felizes naquilo que temos e fazemos. Eu neste momento sou.

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Domingo, 11 de Novembro de 2012

Quem quer ser parolo? faça um video de promoção do país

Adoro ver os comentários semanais do Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Partilho de muitas opiniões que ele tem sobre os temas comentados, mas sugestão de se fazer um video pertensamente para passar uma realidade do que é Portugal na Alemanha é provinciana. E depois de ver o vídeo, parece passar a imagem de um país parolo. Listo algumas razões para justificar a ideia como absurda:

1 - Os Alemães até têm nesta altura boa impressão dos Portugueses. Mostrar este vídeo pode ter o efeito inverso.

2 - Se nós gastámos demais, a culpa é nossa. Comparar os desvaneios gastadores com os desvaneios de uma guerra é de mau gosto.

3 - Se fomos "explorados" pela Alemanha, como o video sugere, então os lorpas somos nós, que nos deixámos enganar por eles (se isso for verdade). Quem assinou a compra dos submarinos, foram os alemães que nos enconstaram uma bala à cabeça?

4 - Que culpa (ativa) tem a Alemanha dos políticos fracos, corruptos, que não têm visão estratégica que temos em Portugal?

 

Estas são apenas algumas das razões pelas quais considero este vídeo inoportuno e de pessoas que deviam mas é arregaçar mangas a trabalhar para melhorar o País, em vez de se queixar. Estou curioso de ver a reação dos Alemães ao vídeo, mas temo que possa fazer com  que eles passem a gostar um pouco "menos" de nós depois disto. Que aconteceria se Alemães passasem um video na RTP e SIC a falar das asneiras que fizemos nos últimos 15 anos? Eu não gostava de certeza...

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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2012

3 anos de LatitudeN

Onde antes era um projeto, hoje é uma realidade. A LatitudeN faz 3 anos. Estou orgulhoso do que consegui atingir! E se aqui chegou, foi graças ao trabalho de muitos que pela empresa passaram e para ela têm contribuído. A todos eles, um grande obrigado. Quanto ao futuro, a alguem pertence... eu só não sei a quem ainda.

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Domingo, 24 de Junho de 2012

São João na Alemanha

Não muito longe de Darmstadt há uma pequena cidade chamada Groß-Umstadt, onde vivem 1000 Portugueses.

 

O São João (S. Johannes Fest) é festejado todos os anos, com ranchos, comida e bebida portuguesa. E muitos alemães juntam-se e dançam com os Portugueses.

 

Não faltou o caldo verde, sardinhas, rissol de carne, e obviamente... Super Bock.

 

Até a fogueira de São João lá estava. Só faltaram os martelos e o alho porro
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