Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2016

Fim de Ano nos Alpes

Salzburg foi o destino escolhido para iniciar o ano de 2016. Na falta de neve para fazer ski, o montanhismo foi a opção. Quatro dias a visitar 2 bons amigos, na terra de Mozart, da Red Bull e de muita música

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Eu numa de tarzan, mas a tabuleta confirma... "Dificil, apenas para experientes" :)

IMG-20151231-WA0003.jpgNo topo da montanha, a ouvir atentamente as explicações do Oli

 

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1300 metros... confirma-se o meu talento! Ok... começámos nos 750 metros ;)
Ao fundo, a sede da Red Bull, em Fuschl am See

 

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No  meio do nada, a sede da Red Bull. Mais de 1000 trabalhadores, e a maior estátua de touros do mundo em bronze

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Meia noite no topo de um morro com vista sobre Salzburg. Frio de rachar...

20160101_160816.jpgRessaca do dia seguinte no centro da cidade, com o Patrick a chamar pelos atrasados!

20160101_154628.jpgVista da cidade de Salzburg. Pequena, mas gira para visitar.

 

publicado por bruno@deutschland às 19:29
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2015

A Geração Rasca a aparecer no país

"A educação é muito bonita". Esta frase sempre me acompanhou ao longo da minha educação. Tendo sido criado na classe média Portuguesa, tenho de dizer que a nível de educação os meus pais sempre me deram da melhor. Não faltar ao respeito aos mais velhos, saber comportar-me, usar vocabulário adequado ao sitio em que estava, etc... E acredito que a maioria em Portugal também foi educada assim.

Mas aparentemente nem todos. Tenho reparado nos últimos anos por parte de figuras relevantes na nossa sociedade (principalmente políticos e jornalistas/comentadores) uma postura e tipos de linguagem bastante abaixo do rating da República de "lixo", e que não condiz com a responsabilidade que têm na sociedade. Refiro-me principalmente à forma como alguns se referem por exemplo ao nosso Presidente da República (mas não só). Se é verdade que uma vez o Alberto João Jardim o chamou "Sr. Silva", ele foi nessa altura criticado, e até se entendeu em parte o contexto de o ter chamado, ainda por cima vindo de alguém da mesma geração, e que se conheciam bem. Mas a forma como ultimamente alguns políticos se referem à mais alta entidade do país, é na melhor das hipóteses falta de sentido profissional e sinal de pouca educação. Se em geral a extrema esquerda abusa dessa falta de educação, os exemplos mais gritantes vêm no entanto da deputada Socialista Isabel Moreira, da deputada do Bloco de Esquerda Catarina Martins, e de alguns pseudo-comentadores como o exemplo da jornalista Constança Cunha e Sá.

Para além de a(o)s desprestigiar enquanto profissionais, a forma "arruaceira" como falam às vezes faz-me lembrar a lota de Matosinhos (com todo o respeito que tenho pelas peixeiras de Matosinhos), de onde sou. Estarão o parlamento e as televisões a tornar-se num mercado de peixe?

Tratar o Presidente da República, enquanto a mais alta figura do Estado, por "tu", por "Cavaco", é de uma falta de educação tal que se fossem minhas filhas (e sou mais novo que elas) levavam duas "bufatadas" bem dadas, e ficavam de castigo sem poder usar o Facebook durante 1 semana (no meu tempo era ficar sem poder jogar PC). Ofender o presidente da República à frente das televisões, como se estivessem no café, é algo que ultrapassa o aceitável para alguém que como elas querem ser respeitadas. Quanto mais não fosse porque o Presidente tem idade para ser pai da maioria delas.

Tentei perceber para mim próprio o porquê disto... Não pode ser do partido (o Álvaro Cunhal era um senhor), não pode ser do sexo (muitas mulheres na política e jornalismo têm nível.) Então ocorreu-me o seguinte... Muitos destes "arruaceiros políticos" fazem quase todos eles parte da chamada "geração rasca", geração esta que em 1994 foi assim apelidada porque se concluiu que era...rasca.

É isso... a famosa geração rasca começa agora a tomar lugares de poder em Portugal. Uma geração assim assim, um pouco "esforçada", que não sabia lá muito bem o que queria ser. Isso se calhar explica muito do seu comportamento público.

Se querem ser respeitadas, respeitem primeiro os outros... Elementar, caras deputadas!

sinto-me:
publicado por bruno@deutschland às 22:42
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2015

Ich hätte gerne einen... galão!

galao-300x277.jpgO galão está a invadir a Alemanha, literalmente. Por inacreditável que pareça, o típico café com leite servido em copo longo de vidro tem vindo a ganhar fama por estes lados, principalmente nos últimos 6 meses, pelo menos em Frankfurt. Se até há bem pouco tempo apenas os termos italianos eram encontrados nos cafés alemães, o interesse pelo galão tem aumentado tal forma que já é destaque Gourmet em muitos cafés alemães. Não estamos a falar de cafés "tugas". Alguns colegas alemães chegam a perguntar-me o que é que o galão tem, mas eles parece gostarem. Cappucino, Latte Machiatto, e agora... Galão, com a descrição "portugiesischer Kaffee mit Milch". O made in Portugal está lá, e já não é o primeiro que vem ter comigo cheio de orgulho a dizer... Hoje bebi um "galau" (como eles pronunciam), com um sorriso nos lábios.

Espero que este sucesso não seja mais uma vez estragado por chicos espertos que inventem galão em chávena, ou galão em copo xpto... Galão é servido em copo do mais banal, e assim deve manter-se. E espero também que não digam que o galão foi inventado em Lisboa, tal como se tentaram apropriar do pastel de nata.

Mas os alemães estão rendidos a esta bebida tipicamente portuguesa! Já que somos nada economicamente, pelo menos que nos valha a cultura. :)

sinto-me:
publicado por bruno@deutschland às 19:51
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2015

Porque paguei eu para votar no dia 4?

Após refletir bastante, decidi ir a Portugal votar dia 4 de Outubro. 400 Euros foi o preço do meu voto, "patrocinado" a peso de ouro pela Lufthansa. A minha consciência diz-me que o devo fazer, enquanto cidadão atento e revoltado com a incompetência dos políticos em geral.

Tal como muitos outros Portugueses, fui forçado a sair do país e procurar melhores condições noutro país. Portugal não me conseguia oferecer qualquer futuro para quem tem ambição na vida. Até aqui é uma história como de muitos outros milhares de Portugueses. Mas se disser que mudei para a Alemanha em... 2007, então temos de contar uma nova história, pois a minha decisão veio bem antes da crise. Na verdade, eu tinha um emprego em Portugal, numa das maiores empresas portuguesas. Tinha posição de grande responsabilidade, o trabalho era mais que muito. Não tinha no entanto algo importante: perspetiva profissional, e reconhecimento do meu trabalho. Algo importante para mim.

Ao contrário do que muitos pensam, a crise não apareceu apenas há 4 anos. As deficiências estruturais do País, com um setor produtivo quase inexistente, maus gestores e muita falta de culto da meritocracia, são alguns dos fatores que nos últimos 20 anos nos levaram ao declínio. O país viveu durante muitos anos acima das suas possibilidades, muito assente no consumo... um modelo totalmente insustentável. Um mercado de trabalho inundado de licenciados que não tinham empresas para os absorver, entre muitos outros problemas estruturais, era uma bomba relógio pronta a explodir.

Após a intervenção da Troika, Portugal tem devagarinho caminhado no sentido correto. O País, se quer ser competitivo, tem de reforçar em primeiro lugar o setor empresarial, de forma a criar produção e produtos de valor acrescentado. Isso vai criar naturalmente condições para criar empregos com salários bons, sem colocar em causa a competividade das empresas. Depois disso sim, o consumo pode crescer de forma sustentável, sem significar obrigatóriamente um aumento exponencial das importações.

O que o PS promete nesta campanha é exatamente voltarmos ao modelo dos últimos 20 anos. Assentar a economia no consumo irá inevitavelmente aumentar as importações, pois as nossas empresas não produzem os bens que estão associados a essa procura (iphones, carros, eletrodomésticos, etc...). Medidas como reduzir o IVA da restauração (como se o setor fosse mais que muitos outros), ou outras como eliminar portagens em algumas scuts (estou a ter um deja vu de PPPs), é estratégia errada, muito errada. É querer começar a construir a casa pelo telhado, para no curto prazo parecer bonito aos olhos de todos. Mas mais tarde ou mais cedo, a casa volta a cair.

Assim, prefiro o caminho de construir a casa corretamente, a começar pelas fundações, depois as paredes, e daqui a uns anos sim, poderemos aspirar a ter um telhado e uma casa bonita.

Não achando nennhum político especialmente carismático, escolho aquele que acho que é o que pode voltar a dar-me vontade de regressar um dia a Portugal. Dia 4 voto abertamente em Passos Coelho. Não poderia jamais votar em António Costa, que foi um traídor perante o seu antecessor, que não tem conhecimento dos dossiers, que promete muito, e que tem tiques de centralismo (ter sido presidente da capital só traz más companhias). Querer repetir receitas falhadas só pode ser de "burro" (sem querer ofender o senhor). E normalmente barrigas grandes signifca muito comer e pouco trabalho :P

O meu voto vale 400 euros, assim me disse a Lufthansa. Votar é um dever cívico, um exercício que nos obriga a todos a refletir, sem tabus. Há muito que não tinhamos umas eleições em que realmente se falou em progamas em concreto. E ao decidir, temos de pensar naquele que achamos que em 5 a 10 anos poderá trazer o país ao de cimo outra vez. E de todos, o da coligação é na minha humilde opinião o mais consistente. Ao longo dos últimos 4 anos (de forma geral), tem feito um bom trabalho. Podia ser melhor? Sim, podia. Mas a alternativa em Portugal não existe. O António Costa é na minha opinião um produto de marketing político e de suporte dos media instalados em Lisboa.

Resta-nos esperar por dia 4... Lá nos veremos!

sinto-me:
publicado por bruno@deutschland às 21:27
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Domingo, 13 de Setembro de 2015

A Europa num mundo cor de rosa

Quem passa hoje em dia nas ruas de Frankfurt às vezes parece que estamos num país em crise. O crescente número de migrantes que diambulam de forma galupante na cidade, e por toda a Alemanha em geral, começa a tomar proporções que os está a começar a incomodar os alemães, e ao qual os políticos parecem estar a entrar em pânico pela incapacidade de controlar a situação. Se até há 2 meses o problema era principalmente com Romenos e Bulgaros, que vieram para a Alemanha sem qualquer possibilidade de integração, temos agora os refugiados e migrantes dos países fora da EU.

Milhares de migrantes entram todos os dias na Alemanha. Vêm porque fogem da guerra (que nós ajudámos a fazer...), mas muitos, e se calhar a maioria, vêm dos balcãs, do Paquistão, e de outros países que não estão em guerra. Ao dizerem que todos os emigrantes eram bem vindos na Europa, os poíticos de forma geral passaram a mensagem que todos poderiam ficar aqui. Então... toca a bombar para o continente da Esperança, onde se pode ter uma vida com futuro.

Mas esses mesmos políticos esqueceram-se que existem milhões de refugiados atualmente no mundo, e esse pequeno detalhe está a criar agora o caos. A Europa não tem capacidade de absorver em tão pouco tempo uma tal quantidade de pessoas, que são culturalmente diferentes, que não têm qualificações muitas vezes, e alguns nunca terão capacidade de integração na sociedade e no mercado de trabalho.

Quem pensou que estes migrantes, jovens, com potencial, resolveria o problema do envelhecimento da população do velho continente e da falta de emprego técnico, esqueceu-se que ao escancarar as fronteiras, vem tudo... desde os desejados, aos indesejados.

Os media em geral passaram a ideia que os Alemães queriam os emigrantes. As sondagens monstram que a Alemanha quer ajudar os emigrantes. Mas quem não responderia sim à questão "Acha que a Alemanha deve ajudar os migrantes"?. A realidade é que a generalidade dos Alemães acha que a política seguida levará a consequências a longo prazo imprevisíveis na socidade alemã, levarà ao aumento dos extremistas (extrema direita e extrema esquerda), e ao aumento da criminalidade, na medida em que o país nao conseguirá integrar a maioria deles.

Os prórpios emigrantes que atualmente estão na Alemanha estão contra esta avalanche e a forma como está a ser gerida a situação, pois receiam que os Alemães os ponham no mesmo saco.

Os EUA e a Europa acharam, quando patrocinaram a "Primavera Árabe", que tudo seria perfeito: bombardear com drones, sem precisar de por tropas no terreno... Erro crasso (não aprendemos nada com a história... achamos que todos querem viver com os ideais europeus. Errado). E se durante 2 anos a realidade estava longínqua, agora bate-nos à nossa porta e de repente... temos um problema. Mas esse problema estava cá há muito tempo: barcos com refugiados a afundar há mais de um ano que existiam... Quantas crianças morreram durante a guerra na Síria? Ninguem quis saber, estava longe. Mas quando essa morte ocorre na nossa costa, entao temos um problema...

Temos uma cambada de políticos incompetentes, que não têm qualquer noção de geo-estratégia, que tomam decisões sem pensar nas consequências. Isso tem acontecido na guerra no norte de África, aconteceu na Ucrânia, acontece agora com a gestão da crise dos refugiados.

E aqueles que acham que maior integração Europa é o remédio de todos os males, está enganado. Somos diferentes dentro da Europa, pensamos diferentes. As divergências neste caso dos migrantes mostram isso. E os políticos Europeus parecem quere à força impor uma integração que na realidade, a maioria dos cidadãos não quer.

A questão dos refugiados poderá vir a acabar muito mal... de momento o descontentamento dos cidadãos na Aleamnha não é visivel, mas está cá, todos os dias falamos dele nas ruas. E há que não esquecer um detalhe. A Alemanha não vai continuar a crescer, dado a desaceleração da China. E quando o desemprego assolar a Alemanha, bye bye a boa vontade com os refugiados.

publicado por bruno@deutschland às 19:30
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Domingo, 28 de Junho de 2015

Viagem pelo maravilhoso mundo do empreendedorismo Americano

Três cidades... muitas start-ups... e dólares a voar. Chicago, São Francisco e Nova York foram os destinos da minha aventura pelo maravilhoso mundo do empreendedorismo americano. Partindo da Alemanha juntamente com o Lionel, um outro empreendedor Alemão, juntámo-nos a um grupo de empreendedores israelitas (Zell) em terras do Tio Sam.

CHICAGO (31 de Maio a 4 de Junho)

Fazendo uma pequena escala em Detroit, este foi o primeiro destino da viagem. Chicago, em tempos terra de Gangsters, surpreendeu-me imediatamente positivamente pela sua beleza arquitetónica e austeridade nos seus arranha-céus.

Primeiros dias de visita incluiram conversa informal e apresentação com Sam Zell, o fundador do programa Zell e um dos homens mais ricos dos EUA na Kellog School of Management. Seguidamente tivemos palestras de professores da Northwestern University, incluindo casos de estudo da estratégia recente da McDonalds e do Professor e Neurocientista Moran Cerf que, de forma magistral, mostrou-nos o que se faz de momento na medicina Americana para compreender e tentar manipular o cérebro (para o bem... e para o mal). Nota para o fato de ele trabalhar de momento em research com a Google e o Facebook (medo...). No final do segudo dia tivemos o prazer de assistir a uma conferência com John Chanbers, CEO da Cisco. Frase a reter "Em 10 anos todas as empresas no mundo serão tecnológicas" - uma referência à Internet of Things.

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SÃO FRANCISCO (4  a 9 de Junho)

Voando durante 5 horas, a Califórnia, na costa Oeste, foi o nosso segundo destino. Acabádos de aterrar, apanhámos diretamente um shuttle para Palo Alto em direção à Google, no meio de um calor enorme. De todas as empresas que visitámos, esta era de longe a mais impressionante pela dimensão. Muitos edifiícios espalhados por Palo Alto, trabalhadores a jogarem beach volley no centro do campus sem t-shirt e com biquinis, piscinas para relaxar nos jardins, e uma cantina com pelo menos 6 restaurantes foi o que primeiro saltou à vista. No meio de muitos nerds, tivemos possibilidade de ver alguns dos principais icons da empresa dona do Android, Street view e companhia. Curiosidades: a Google passou há pouco a pagar um salário maior a quem faz desporto: sim, não paga meramente o ginásio, compensa sim com maior salário... Igualmente, sabiam que a Google está no local onde antes esteve a Adobe? E que o nome acrobat reader surgiu por causa de umas estátuas de acrobatas em frente à janela do fundador da empresa?

Logo a seguir vistámos e conversámos com uma das partners da Venture Capital DFJ, que tem ou teve em portfólio entre outros a Box, Skype, Uber e Baidu. Aqui começou o meu primeiro contacto com os milhões (e biliões) do maravilhoso mundo das start-ups americanas. Final do dia ainda apresentação do Farol City Guides perante o Tech Aviv e visita à start-up Beepi, uma plataforma de revenda de carros que já vai na segunda ronda de investimento (mais de 30 mio. no total até agora).

Outro dia, mais uma carrada de empresas. Com um calor cada vez maior, fomos recebidos na Uber pela COO da empresa. Extraordinária a forma como eles querem desenvolver o seu modelo de negócio ameaçando mercados impensáveis: para alem dos taxis, há também entrega de comida, e outros mais exóticos, como o aluguer por alguns minutos de "gatinhos abandonados", que podem ficar com a pessoa, se ela gostar. A Uber foi criada já a pensar nos confrontos com o status-quo, não tivesse o fundador anterior experência numa start-up que teve casos de justiça igualmente. Curiosidade, o primeiro caso da Uber ocorreu logo 10 meses após a fundação (impensável na Europa...). A equipa legal da empresa é bastante grande. Honeybook, StubHub foram os restantes destinos.

O fim de semana foi livre. Descobrir a cidade de bicicleta foi nosso objetivo. 45Km, atravessando a ponte Gonden Gate (maior e mais ventosa do que a 25 de Abril), foram 2 dias de descanso entre visitas e festa.

Segunda-feira, dia de Facebook. Com instalações a lembrar um cenário das filmagens das telenovela, não falta lá nada aos trabalhadores. Tudo em open-space. No entanto, a conversa com um senior managers permitiu perceber que eles na verdade receiam a liderança futura da empresa no mercado, em termos de competitividade e novos produtos. A ver vamos se foi apenas sensação. Após Facebook, tempo para ensino: Stanford University... um sonho!

Palantir (a segunda start-up fora de bolsa mais valiosa do mundo, a seguir à Uber) mostrou-nos o que o cybersecurity nos prepara no futuro. A Gogobot foi o destino seguinte (aos 3 meses de existência já tinham 4 milhões no bolso - sem produto nem mercado - e entretanto já conseguiram mais 2 rondas de 10 e 14 milhões... pinuts, começei eu nesse momento a pensar)

Airbnb é o mundo das viagens, de tal forma que as salas de reuniões são réplicas de quartos e casas de pessoas que por todo o mundo recebem os milhões de viajantes que alugam o seu cantinho para estadia. Uma visita de encher o olho, mas com pouco entusiasmo na minha perspetiva. Depois a aceleradora de empresas Y Combinator e a TechShop foram as últimas paragens na costa Oeste. Nesta última construímos os nossos próprios robots de guerra e fizemos uma competição entre as equipas (a minha foi até às meias finais, falhámos num pequeno detalhe de fisica! E eu detesto perder...).

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 NOVA YORK (10 a 14 de Junho)

O jetlag começou a pesar nesta viagem finalmente. Depois de -6 horas em Chicago e -9 em S. Francisco, a viagem noturna para Nova York fez o relógio andar 4 horas para frente de forma mortal para mim :). Contando com as poucas horas dormidas durante os 10 dias anteriores, muitos km no pelo e as imensas festas, o meu relógio biológico começou a ficar sem pilhas. O nosso hostel ficava no central Park 63 West St. (viva o luxo). Aterrados às 6 da manhã hora local, tivemos de sofrer até ao checkin as 14:30. Valeu o Starbucks e os bancos do central Park.

As start-ups dos milhões continuaram, mas aqui numa versão mais cosmopolita e refinada, não estivessemos nós na Big Apple. E aqui o mundo dos engravatados mostrou que o dinheiro voa em Manhatan. Outbrain, Interlude e Spark Capital foram as visitas empresariais. Mas o melhor estava para chegar: uma visita exclusiva a Wall Street ao NYSE, onde tivemos o privilégio de assistir ao vivo a um IPO e ao tocar do sino. Pude estar tete-a-tete em direto com a CNBC e estar lado a lado com os traders - um sonho! Parte da tarde, foi a vez da Siverstein Properties. Para quem não sabe, são a maior imobiliária de NY e os donos do World Trade Centre. Foram eles que venderam 6 semanas antes do 11 de Setembro as torres gémeas (coincidência?). O marido da filha do dono levou-nos ao mundo dos milionários mundiais. Visitámos um dos apartamentos modelo da torre 4 do WTC, em que o T2 mais barato custa uns meros 4 milhões de dólares... Tempo ainda para ver o memorial do 9/11 e uma vista priveligiada do andar 53 da torre do WTC. A cereja em cima do bolo... jantar no apartamento da Edit Harel, com o Empire State Building e a Fredom Tower em background. (Na sala uma cópia do "Girassóis" de Van Gogh, só para se ter ideia da luxúria desta cidade).

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A realidade de empreendedorismo nos EUA é um mundo à parte. A Europa está a biliões de anos luz do que se passa lá, a mesma distância que o dinheiro (e falamos de muito dinheiro...) permite. O mundo das empresas aqui jorra dólares, não se sabendo bem de onde ele vem. Financiar uma start-up é quase tão simples como encontrar um pastel de nata num café em Portugal. As start-ups aqui focam-se no produto. Os clientes vêm muitas vezes através dos contactos dos investidores. Investidores esses que raramente poe menos de 4 milhões como primeira ronda, muitas vezes sem qualquer produto nem teste. Os empreendedores nos EUA também são diferentes, mais arriscados, dispostos a alterar em 180 graus o modelo de negócios em poucos meses, até encontrar aquele que pode singrar. Mas à mesma velocidade podem ser despedidos pelos investidores, e bye-bye fundadores... E por mais que muitos o digam lá, a bolha está lá. O princípio é maximizar a valorização das start-ups e depois despejá-las no NASDAQ. Sem modelos sustentáveis, a capitalização das mesmas nada tem a haver com as contas nem o futuro previsível. É assim o maravilhoso mundo das start-ups em terras do Tio Sam.

Aprendi imenso nestes 14 dias em termos de como fazer negócios, numa agenda muito preenchida, conheci pessoas inspiradoras, contactei com alguns milionários, e com alguma futilidade também. E muita festa... muiiiita loucura em 14 dias mal dormidos. Com quase tudo pago, graças a uma pessoa excecional: Liat Aaronson.

Uma experiência espetacular, onde muito ficou por dizer, e cujas memórias não irei esquecer tão cedo.

 

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publicado por bruno@deutschland às 20:41
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Terça-feira, 24 de Março de 2015

Para onde caminha o jornalismo?

Embora ainda seja novo, lembro-me do tempo em que os jornalistas correspondentes falavam in-loco dos assuntos quentes do momento. Quem não se recorda do famoso "Carlos Fino, RTP, Moscovo!" ou da cobertura em Bagdad da primeira guerra do Iraque pelo José Rodrigues dos Santos. Quem não se lembra dos comentários em geopolítica do Nuno Rogeiro ou dos comentários de metereologia do Antímio de Azevedo.

Falo disto a propósito de um título esta semana no Jornal Público "Alemães admitem reparações de Guerra à Grécia e um casal até já pagou a sua". Embora o conteúdo do artirgo seja um bocado menos sensacionalista que o título, ambos continham imprecisões factuais abismais. Coisas que qualquer jornalista que passasse meio dia na Alemanha concluiria que era mentira o que se quis concluir do artigo.

É verdade que na Alemanha se discute este assunto, de forma séria, profunda, com argumentos pró e contra. Mas o mainstream aqui, isto é, a opinião da maioria dos cidadãos, dos analistas, é de que a Alemanha deve tanto à Grécia pela WWII como a Grécia deve à Alemanha por empréstimos não pagos no século XIX pelo rei da Baviera (na altura também rei na Grécia).

Tento ser um cidadão atento ao que se passa à sua volta. Tento seguir as notícias em Portugal, na Alemanha, na Europa, e no mundo. Mas a obtenção de informação credível, conteúdo jornalistico de qualidade tem vindo a ser cada vez mais dificil de encontrar. A geração do jornalismo de twitter, em que se substima o in-loco, em que se liga mais ao que se escreve nas redes sociais, sem questionar, do que à investigação jornalística, em que os fatos reais são menos importantes do que especulações, estão a describilizar o jormalismo de forma tão abrupta que poderá em breve levar à sua sub-alternização enquanto fonte de informação. Nas televisões, os politólogos (reais conhecedores das realidades especificas) são substituidos por pseudo-comentadores (Marcelo Rebelo de Sousa, Constança Cunha e Sá, Marques Mendes), que mais não fazem do que conversa de café, falando de tudo como se fossem oráculos, demonstrando às vezes grau de ignorância que os devia envergonhar. Em Portugal, atualmente, é muito pouco o bom jornalismo que se faz, tal foi a forma leviana como se usam as novas tecnologias para fazer jornalismo. O importante deixou de ir a fundo às questões, mas ser sensacionalista, superficial, sem falar dos porquês.

Quando se fala por exemplo de jornalismo económico (área em que estou mais dentro), as imprecisões são às vezes tão graves (já perdi conta às trocas dos jornalistas entre os termos pontos percentuais de percentagem, só para exemplificar, ou mil milhões com milhões) que me deixam pouca vontade para os voltar a ler.

Voltando ao artigo do Público... A superficialidade com que se abordou o assunto das reparações de guerra nesse artigo mostra que se calhar há que voltar a apostar por parte dos media nos correspondentes, e ter se calhar também melhores jornalistas. Questionar as suas fontes é fundamental. Generalizar que o fato de um casal alemão yuppie da Grécia que decidiu entregar dinheiro como a parte deles da dívida como representar o estado de espírito de uma nação inteira, é levar o jornalismo para o nível bem perto do lixo. O jornalismo vive atualmente numa fase em que pensa que se sabe tudo do mundo através das novas tecnologias, mas que não sai do escritório para questionar a realidade.

Podia falar também da forma amadora e sensacionalista como se tem analisado nos media o evoluir da crise Portuguesa ao longo dos últimos 5 anos. Mas não me apetece :) Valha-nos o Professor Medina Carreira para dizer algumas verdades sobre a realidade do país.

 

sinto-me:
publicado por bruno@deutschland às 01:05
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Sábado, 17 de Janeiro de 2015

Porque não sou Charlie...

As reações emocionais após 12 pessoas terem sido selvajamente mortas por Jihadistas em Paris levou a que muitos dissessem que todos éramos "Charlie". Pois bem, eu não sou Charlie, e justifico isso usando as declarações do Papa Francisco esta semana sobre o tema: "Temos obrigação de falar abertamente,de ter essa liberdade, mas sem ofender."

Olhando friamamente para o assunto, vemos que o jornal Charlie Hebdo é na verdade um jornal radical que sempre vendeu à custa de gozar e ridicularizar de forma provocatória o islão, sem respeitar os valores dos outros. Eu posso não concordar com alguém , mas não posso abusar da liberdade de expressão para relevar essa discórdia. Algumas pessoas acham que democracia e liberdade de expressão é poder dizer tudo que se quer sem sofrer consequências do que fazem. Mas isso é, na realidade, não democracia, mas sim anarquia: a democracia tem regras, por mais que custe a muitos.

No Ocidente sofremos desde há séculos do síndroma do "Ocidentocentrismo", pois queremos que todos sigam os mesmos valores que nós, acreditando no "mundo perfeito". Esse mundo utópico não existe no entanto, o mundo real é feito de diferentes culturas, diferentes estágios cilivilzacionais, diferentes crenças e formas de reagir aos problemas. Quando alguém se sente ofendido, são diversas as formas de reagir: alguns ignoram, outros processam judicialmente, outros darão um "excerto de porrada", outros atirarão um sapato... e outros atiram para matar!

A atuacão na Primavera Árabe, a guerra no Iraque e no Afganistão, etc... tem e teve em teoria princípios nobres e que parecem fazer sentido lógico: trazer democracia a esses povos. Mas a realidade teve efeitos totalmente contrários. Não só não aconteceu, como criou e aumentou guerras civis, mortes em massa, fome. Trocar um ditador (por mais tirano que seja) por mais miséria ainda faz pensar: "Pior se calhar a emenda que o soneto".

Os atentados de Paris foram feitos por extremistas, pessoas para quem a morte é uma forma "normal" de reação ao que discordam. É repugnante e revoltante, mas infelizmente existem e não apenas jihadistas: há extremistas islamistas, extremistas cristãos, ou desligados simplesmente da religião: basta pensar no ataque na ilha de Utøya, os vários atentandos nos EUA em escolas, ou movimentos independentistas na Europa e no Mundo em geral.

Voltando ao caso de Paris, pergunto: Na perspectiva de um cidadão do Afganistão ou Siria, que sofre com a guerra todos os dias, lida com a morte todos os dias (dezenas ou centenas de pessoas), e ainda se sente "gozado" na sua religião, porque ficamos admirados por eles usarem atentados como ato banal de vingança? Talvez uma das únicas armas de arremeço que têm ao seu dispôr e com as quais convivem?

Ver isto como atentado à liberade de imprensa é ver a questão de forma minimalista. Isto tem mais a haver com a forma como se vê o mundo. E nós, ocidentais, não temos sabido respeitar essa diferença. Quase sempre atuamos em nome de causas que muitos desses povos não "compreendem" nem sabem viver com elas. É como espicassar um ninho de vespas: fazemos isso e depois ficamos chocados quando há "retaliação" por parte deles.

Ver uma guerra na TV parece inofencivo, é longíquo, ignoramos enquanto jantamos felizes e em paz em nossas casas com a família a ver telejornais. Mas quando essa cruel realidade nos bate à porta, aí acordamos e ficamos em choque. E se relembrarmos essas imagens da TV, vemos que na verdade somos tão bárbaros como eles, mas usando drones, em vez de Kalashnikovs.

Quanto vale a vida de um cidadão ocidental, pergunto? Só por curiosidade, na mesma semana em que morreram 15 pessoas em França, morreram milhares num genocídio na Nigéria. Foram poucos os meios de comunicação social que falaram disso, afinal morreram bem mais do que 12 jornalistas. Talvez porque é longe... são pretos. A reação dos media ao ataque de Paris foi na verdade uma reação de medo por parte dos jornalistas. Foram mais eles do que dos cidadãos comuns a manifestar a sua apreenção, porque vêm agora vêm que o abuso da liberdade de experessão pode ser mais dolorosa do que um banal e inconsequente processo difamatório em tribunal..

Por tudo isto, e muito mais digo com bastante certeza: "EU NÃO SOU CHARLIE".

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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2014

Quem está a matar o pastel de nata?

Depois de Pedro Alvares Cabral ter descoberto o Brasil, parece que portugueses de repente descobriram nova mina de outro...o pastel de nata. Os turistas adoram, os portugueses adoram, e por isso, agora, até cafés franchisados dedicados a ele proliferam pelo país.

pastel de nata.jpgMas nem tudo o que reluz é ouro... Cada vez mais os cafés trocam o pastel de nata feito por pasteleiros pelo congelado. Chamar a esse pastel de nata é no mínimo uma ofensa a quem aprecia. A massa folhada espessa e que se desfaz mal se dá uma trinca é o primeiro sinal de que é "made in congelador". Os bordos queimados e o pouco recheio não deixam enganar.

Eu tenho de dizer que sou passado por pasteis de nata. A primeira coisa que faço sempre que chego ao aeroporto do Porto e espero por boleia é pedir um café e uma nata. Mas no aeroporto do Porto agora...só congelado. E os cafés, visto que têm mais margem de lucro e menos trabalho com...congelados, toca lá a vender...congelado! Já começam a ser mais os locais com pasteis de nata congelados do que os de pasteleiro. E isto para mim é uma grande fraude. Enganam-me a mim (à minha barriga desejosa de uma boa nata), mas enganam acima de tudo quem nunca provou: os turistas. Dizer (tal como num franchising que tem nome de nata e outros que proliferam nos shopings) que aquilo são pasteis de nata é chamar-me tanso, é matar a nossa culinária, a nossa cultura, as nossas tradições... apenas porque lhes dá dinheiro rápido, sem pensar que no futuro pode na verdade virar-se contra eles.

Desconsolado no aeroporto, resta-me então esperar pelo dia seguinte e ir à pastelaria do bairro para matar a a verdadeira saudade.

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publicado por bruno@deutschland às 21:55
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Domingo, 9 de Novembro de 2014

O sabor do verdadeiro café

Hoje tive uma experiência única num café em Frankfurt, melhor dizendo, uma loja de moagem de café.

Recomendado por um amigo, lá fomos experimentar esse tal espaço. Chegados lá, apenas uma mesa - enorme -  para umas 8 pessoas. Para alem disso apenas dois bancos corridos, umas almofadas perto da janela e mais nada. Ao fundo uma máquina gigante de moer café.

Pedimos... eu um espresso com café do Brasil, o Diogo um café de filtro. Preço: 2.40€ pelo espresso, o mais caro que até hoje paguei. O café veio, e pedi açucar à rapariga que nos serviu, ao que respondeu: "Não temos açucar aqui na mesa, apenas lhe trago em último recurso". Fiquei pasmado, eu que bebo sempre açucar com café, em vez de café com açucar. Ao meu ar de espanto ela sorriu e disse: "Experimente, vai ter duas sensações, a primeira do sabor suave do aroma, e no final vai sentir um sabor mais agre. Se não conseguir, dou-lhe então açucar".

Como raramente disse não a um desafio, lá fui eu tentar o café mais caro da minha vida... e sem açucar. O resultado foi uma experiência única... experimentei essas duas sensações em 4 goles. Valeu a pena... mas acho que amanha regressarei ao meu café com muito açucar.

Ficou a fotografia para mais tarde recordar o que foi uma agradável surpresa de sabor do café.

cafe_ffm.jpg

 

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publicado por bruno@deutschland às 19:45
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