Faz hoje exatamente 5 anos que cheguei à Alemanha. No dia 11 de Janeiro de 2007 (por esta hora) estava eu a dar os primeiros passos em Darmstadt como estagiário Inov, por 9 meses (é verdade!).
Hoje, dia 11 de Janeiro de 2012, é um outro dia importante... A LatitudeN iniciou a comercialização do Farol City Guides, por agora em Bruxelas. Coincidências da vida, que não se controlam nem se puxam.
Costumo perguntar todos os anos onde estarei no ano seguinte, e a vida tem sido sempre um poço de surpresas para mim (pela positiva, até agora pelo menos). E como é da praxe volto a perguntar... onde estarei dia 11 de Janeiro de 2013? Eu não sei...alguém sabe?
Aproveitando uma viagem em trabalho pela LatitudeN, dei um giro pela cidade Checa que se inspirou na minha pessoa para o seu nome ;)
O frio típico da época, o espírito natalício, e a arquitetura e os elétricos (a fazerm lembrar-me a Polónia) puseram-me nostálgico. Gostei!
Mercado de Natal na praça Svopody, em Brno
Portugal é o país do famoso Magalhães, orgulha-se de ter velocidades de internet a fazer inveja aos meteoritos, tem o simplex, tem uma rede multibanco do mais avançado do mundo. Mas quando se fala de votar... só pode ser na sua freguesia (dizem eles).
Estando na Alemanha, não poderei dia 5 ir a Portugal votar. No entanto, como a minha ausência é porque tenho a LatitudeN como empresa alemã, não estou abrangido pelo voto por correspondência. Teria duas hipóteses, segundo o consulado: ir a Portugal, ou então registar-me na embaixada 60 dias antes das eleições, e votar aí por dois miseros deputados pelo círculo da Europa.
Caso alguém com influência leia este post (ok, excluo a minha mãe, o meu pai, a minha irmã, que já o seguem), sugiro algumas medidas simples, repito, simples, de permitir aos Portugueses exercerem o seu direito de voto:
1 - Permitir a qualquer cidadão português com residência em Portugal poder votar por correspondência, caso não esteja no seu local de residência. Isto tanto se aplica a mim, que estou na Alemanha agora, como a um cidadão do Porto que foi de férias para o Algarve. Só a título de exemplo, aqui na Alemanha, quando há eleições, todos os cidadãos têm a possibilidade de escolher votar por correspondência, em qualquer circunstância.
2 - Para os mais adeptos fervorosos das novas tecnologias, introduzir o voto eletrónico. Agora com o cartão de cidadão, e usando passwords protegidas, acho que seria de pensar introduzir este método. Simples, não? E não acredito que a fraude fosse um problema.
Conclusão, nas estatísticas do próximo dia 5 eu vou fazer parte dos "malandros" que se abesteram. Pois bem, isso assim é, porque não me dão hipótese minimamente aceitável para votar.
PS (salvo seja): Não votem Sócrates! Votem em branco, preto, MRPP, PCP, BE, PSD, CDS, ou no tiririca... Mas não gostaria de continuar a passar vergonha na Alemanha quando digo que sou Português. Como dizia uma política em Portugal, o Sócrates, nem na oposição. Ele que vá fazer um curso de novas oportunidades quando sair do Governo ;)
Esta é uma foto que tirei sexta-feira do jornal de economia belga L'Echo, enquanto esperava em Bruxelas pelo comboio de regresso a Frankfurt.
Nessa mesma manhã, a capa do jornal Frankfurter Allgemeine (jornal de referência na Alemanha) vinha em tamanho garrafal a parte de trás da moeda de um euro portuguesa, com o título "O fim da independência". O comentário ao símbolo da foto referia-se ao brazão português de 1144 (simbolo da nossa independência) que está impresso nas moedas de 1 euro portuguesas, para ilustrar o título do jornal. É triste, mas uma realidade...
Sinto vergonha pelo que não pude fazer pelo meu país, porque a verdade é que me apercebi pelo que tenho lido na imprensa internacional, que somos vistos na Europa como uns pobres coitados, atrasados e sem futuro. Se calhar isso sempre foi verdade, mas os nossos políticos conseguiram enganar-nos bem durante muitos anos...
Até há uns tempos tinha orgulho em dizer a toda a gente que sou português. Neste momento, tenho as minhas dúvidas (infelizmente). Não pelo país em si, mas pelo que fizemos dele! A vinda do FMI não será o fim do mundo, mas tem um significado triste. Nós não somos capazes de dirigir o nosso próprio país. A vinda do FMI na dácada de oitenta tinha outros contornos. Esta é mais séria, visto de um contexto europeu. A soberania económica afinal não a perdemos para Espanha. Perdemo-la sim para a Europa!
O País está fod#!%...
A situação em Portugal é muito má. Andamos à deriva e o FMI funcionará apenas como a morfina para um doente terminal.
Apenas vamos ver a luz ao fundo do túnel quando o FCP vencer o SLB neste fim de semana. Depois disso a luz volta a apagar-se!
Façamos a revolução... das Rolhas! (produto mais português não existe)
LatitudeN em apresentação em Bruxelas (Bélgica)... isto de aparecer na tv tem as suas coisas! Quem disse que era fácil?
Alemanha
Geral
Party people
Travel
| website hit counters |