A convite da Deutsche Welle radio, partilhei esta semana a minha experiência de expatriado na Alemanha.
Aqui fica o registo radiofónico sobre a experiência de alguns Portugueses que decidiram rumar à Alemanha na busca de algo mais desafiador [DW podcast]
Nas últimas semanas algumas pessoas em Portugal à procura de novas oportuniddes na Alemanha têm-me contactado, no sentido de saber o que se pode esperar para quem quer emigrar. Ao contrário do que a comunicação social em Portugal tem tentado mostrar, nem tudo é o mar de rosas pintado por muitos jornalistas que induzem em erro aqueles que procuram emprego, e outras condições que infelizmente Portugal não pode oferecer no presente. Isso não significa no entanto que essas oportunidades não existam. O que é necessário é estar atento aos riscos quando se decide embarcar em novas aventuras. Deixo aqui algumas diferenças culturais, de mentalidade, e de vida prática entre a Alemanha e Portugal:
Uma palavra para dizer que a nível de profissionalismo, nós Portugueses temos competências tão boas e até em alguns aspectos melhores que os Alemães. No entanto, os Alemães gostam do "made in Alemão" e por isso um Português para vingar tem de se ultrapassar por forma a ser reconhecido inicialmente. Quem para aqui quiser vir viver, tem de estar disposto dar o máximo.
Espero ter ajudado a esclarecer algumas dúvidas. Como disse, existem muitas oportnidades na Alemanha para trabalho. No entanto, é preciso mostrar que se tem competências e perfil para esses trabalhos, pois os Alemães não aceitam o primeiro que aparecer, só porque precisam de trabalhadores. De resto, a vida aqui é razoavelmente agradável (embora falte o sol, o nosso mar e o pastel de nata ; )
O caso da divulgação da conversa entre os ministros da Finanças Português e Alemão esta semana mostra o que um jornalismo de irresponsabilidade pode fazer pela (má) imagem de um país.
Este episódio (e justificado pelos jornalistas com outro caso de uma televisão Espanhola) veio mostrar o que de pior existe no sul da Europa:
1 - A TVI violou regras claras na captação de imagens desse tipo de eventos. Visto o Vitor Gaspar não ter dito que tinha morto alguém, é dúbia o interesse em divulgar a conversa como justificou a TVI. Regras são regras, e são para cumprir. Engraçado, fica a parecer que os Portugueses gostam de violar regras...onde é que já vi isto? hmm...
2 - A TVI pode ter posto em xeque o programa de apoio da Alemanha a Portugal. Ao divulgar a notícia, veio colocar problemas internos à Alemanha ao apoio a Portugal. A TVI deve desconhecer que a opinião pública Alemã em geral é contra as ajudas aos países resgatados. A reportagem não veio em nada ajudar Portugal internacionalmente, antes sim dficultar as negociações
Conclusão: Em Portugal há muito bom jornalismo, e muito mau jornalismo... Este é o exemplo do que de pior Portugal mostra ao Mundo. Na ância de ganhar share de audiências interna, a TVI conseguiu diminuir Portugal internacionalmente, colocando-o numa posição de fraqueza negocial na ajuda financeira internacional. A irresponsabilidade de pessoas que têm a minha estima (José Alberto Carvalho) deu-me vergonha.
Isto nada tem a haver com censura. A democracia é um sistema em que tudo é permitido, até afetar a liberdade dos outros. Espero que os responsáveis sejam punidos pela falta de profissionalismo jornalístico!
Faz hoje exatamente 5 anos que cheguei à Alemanha. No dia 11 de Janeiro de 2007 (por esta hora) estava eu a dar os primeiros passos em Darmstadt como estagiário Inov, por 9 meses (é verdade!).
Hoje, dia 11 de Janeiro de 2012, é um outro dia importante... A LatitudeN iniciou a comercialização do Farol City Guides, por agora em Bruxelas. Coincidências da vida, que não se controlam nem se puxam.
Costumo perguntar todos os anos onde estarei no ano seguinte, e a vida tem sido sempre um poço de surpresas para mim (pela positiva, até agora pelo menos). E como é da praxe volto a perguntar... onde estarei dia 11 de Janeiro de 2013? Eu não sei...alguém sabe?
Aproveitando uma viagem em trabalho pela LatitudeN, dei um giro pela cidade Checa que se inspirou na minha pessoa para o seu nome ;)
O frio típico da época, o espírito natalício, e a arquitetura e os elétricos (a fazerm lembrar-me a Polónia) puseram-me nostálgico. Gostei!
Mercado de Natal na praça Svopody, em Brno
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